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O
filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil,
mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles
anos de violência duas décadas depois. "Que Bom Te Ver Viva"
mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada
pela atriz Irene Ravache, alinhavado os depoimentos de oito
ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura.
Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o
preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido
lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção
do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos
das ex-presas políticas em vídeo, como o enquadramento semelhante
ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural, representando
assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o
que está atrás da fotografia - o discurso incosciente do monólogo
da personagem de Irene Ravache. |
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