Os Kadiwéu são responsáveis por uma pintura extremamente sofisticada. Como muitas outras tribos, eles consideravam que a pintura os diferenciava dos animais. Por esse motivo também cortavam os pelos, inclusive os da sobrancelha. Os desenhos de Guido Boggiani , um aventureiro e artista italiano, que viveu com eles alguns meses no final do século XIX, mostram a excelência do trabalho. Já no século XX, os antropólogos

Lévi-Strauss e Darcy Ribeiro fotografaram jovens das tribos com suas pinturas. Esses trabalhos inspiraram os desenhos que utilizamos no filme Brava Gente Brasileira. Hoje, somente em dias de festa algumas moças se pintam da forma tradicional, mas sem a sofisticação e os detalhes de antes.
Os desenhos sobreviveram através da cerâmica, feita pelas mulheres e vendida como artesanato nas cidades em torno. Já a relação da pintura com a guerra é uma tradição que se mantém. No segundo semestre de 2013, quando os Kadiwéu ocuparam as fazendas dentro da área considerada da reserva, todos estavam pintados de preto, como faziam tradicionalmente.


