Ademir Matchua
Quando filmamos o documentário era o Cacique da comunidade. Ganhou o respeito dos Kadiwéu liderando o processo de retomada das terras que estavam em mãos dos pecuaristas e reunindo os jovens em torno da luta. Por ocasião da filmagem de "Brava Gente Brasileira" em 1997, era um dos rapazes que participou como um dos cavaleiros guerreiros.
Quando estivemos na aldeia na última filmagem, em abril de 2014, Ademir estava sem poder sair da reserva, pois tinha sido ameaçado de morte por um fazendeiro, cujas terras faziam parte da área da retomada. Depois, a partir de julho, as ameaças cederam e ele voltou a ter contato com as cidades mais próximas. Mas, infelizmente, em dezembro de 2014, quando o filme já estava pronto, ele foi assassinado dentro da reserva por um outro Kadiwéu que fazia parte de um grupo que disputava o poder na aldeia. Esse grupo era contra a retomada e tinha outra proposta para a questão das terras. Prestamos a ele no filme nossa homenagem, pois conseguiu conquistar nossa admiração pela capacidade de liderança, sabedoria e tranquilidade com que enfrentou os problemas de sua tribo.
Quando estivemos na aldeia na última filmagem, em abril de 2014, Ademir estava sem poder sair da reserva, pois tinha sido ameaçado de morte por um fazendeiro, cujas terras faziam parte da área da retomada. Depois, a partir de julho, as ameaças cederam e ele voltou a ter contato com as cidades mais próximas. Mas, infelizmente, em dezembro de 2014, quando o filme já estava pronto, ele foi assassinado dentro da reserva por um outro Kadiwéu que fazia parte de um grupo que disputava o poder na aldeia. Esse grupo era contra a retomada e tinha outra proposta para a questão das terras. Prestamos a ele no filme nossa homenagem, pois conseguiu conquistar nossa admiração pela capacidade de liderança, sabedoria e tranquilidade com que enfrentou os problemas de sua tribo.
Alvanir Matchua
Selecionado por se adequar fisicamente ao papel de jovem guerreiro , além de andar extremamente bem a cavalo – no filme atua domando um cavalo sem qualquer apoio de dublês – fez um dos mais importantes papéis em "Brava Gente Brasileira". Posteriormente fez um teste para a rede Globo, que pretendia trabalhar com um elenco indígena para uma novela de época. A Globo desistiu e ele voltou à reserva. Tentou ainda fazer faculdade, através da cota indígena, mas não conseguiu. Por ocasião do documentário, estava trabalhando como motorista da SESAI e casado com uma professora branca da escola da aldeia.
José Marcelino
Teve um papel importante na nossa pesquisa dos anos 90, pois era um dos poucos dos mais velhos que falava português. Desses era o único ainda vivo quando fomos realizar o documentário. Apesar de não ser da família do cacique, em função da idade, sua fala e suas opiniões são particularmente respeitadas.
Hilário Silva
Durante a filmagem de "Brava Gente Brasileira" teve um papel muito importante pois era quem fazia a ponte entre a cultura branca e a Kadiwéu. Estudante de enfermagem, era também muito interessado na história Kadiwéu, pesquisando com os “antigos” sua cultura. Mas já era ligado à igreja evangélica. Por ocasião da filmagem do documentário trabalhava como enfermeiro na aldeia, na SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e pastor da igreja mais importante da comunidade. Logo depois de terminamos a filmagem foi chamado para coordenar pela SESAI a parte de saúde indígena do Mato Grosso do Sul, ficando em campo Grande, capital do estado.
D. Lair Silva
Mulher de “João Príncipe”, que, como cacique dos Kadiwéu, recebeu os antropólogos Levi-Strauss e Darcy Ribeiro, guardava as músicas e os rituais mais antigos. De todos os mais velhos entrevistados na pesquisa, era a única mulher viva por ocasião da filmagem do documentário. Morreu, logo depois, aos 102 anos.
Sandra Silva
Filha mais nova de D. Lair, teve dois filhos com namorados brancos. Os meninos foram criados na aldeia como Kadiwéu, mas depois da filmagem de Brava Gente Brasileira, eles se transferiram para Campo Grande. Ali, Sandra trabalhou como faxineira e costureira.
Edna Marcelino
Irmã mais nova de Vanessa, era muito menina nos anos 90, mas participou intensamente da preparação e da filmagem. Por ocasião do documentário, estava em Bodoquena, com uma filha, separada, fazendo cursos técnicos e decidida a entrar na universidade através da cota indígena. Seu objetivo era estudar comunicação e trabalhar com a cultura Kadiwéu.
Adeilson Silva
Filho mestiço de Sandra, fez o papel de um menino branco seqüestrado em “Brava Gente Brasileira”. Durante a pesquisa, mostrava muita identificação com a comunidade. Foi para Campo Grande logo depois, aos 13 anos. Hoje está bem integrado na capital, onde trabalha num posto de gasolina e pretende voltar a estudar.
Vanessa Marcelino
Tinha 13 anos quando a conhecemos durante a pesquisa nos anos 90. Faz no filme “Brava Gente Brasileira”, a heroína indígena que é assassinada pelos brancos. Logo depois da filmagem casou-se com um branco e teve um filho na cidade de Bodoquena. Por ocasião do documentário, estava separada, tinha uma casa de “Minha casa , minha vida”, mas passava a maior parte do tempo na casa da mãe. Trabalha na prefeitura de Bodoquena. Vai pouco à reserva, mas tem um contato grande com a comunidade na cidade, que é muito freqüentada pelos Kadiwéu.









