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um filme de Lucia Murat

Diretora

Diretora (Rio de Janeiro – Brasil). Seu primeiro longa-metragem, o semi-documentário Que bom te ver viva (1988), estreou internacionalmente no Festival de Toronto e revelou uma cineasta dedicada a temas políticos e femininos. Nele depoimentos de mulheres torturadas durante a ditadura militar se intercalam com cenas ficcionais protagonizadas por Irene Ravache. Entre muitos prêmios, o longa foi escolhido melhor filme do júri oficial, do júri popular e da crítica no Festival de Brasília de 1989.

A preocupação política volta em Doces poderes (1996),  desta vez sob o ponto de vista do marketing das campanhas eleitorais. O filme estreou em 1997 no Festival de Sundance e, no mesmo ano, também foi exibido no Festival de Berlim. Em 2000 lançou Brava gente brasileira, sobre a relação entre colonizadores e índios no interior do Brasil.

Em 2003 filmou Quase dois irmãos – um drama político sobre o conflito entre a classe média e a favela em três diferentes épocas e situações – que lhe rendeu inúmeros prêmios, entre eles os de melhor direção e melhor filme latino americano pela Fipresci no Festival do Rio 2004,melhor filme no Primeiro Amazonas Film Festival  e melhor filme no Festival de Mar Del Plata 2005. 

No Festival do Rio de 2005 estreou o documentário O olhar estrangeiro e, na edição de 2007, Maré, nossa história de amor, uma coprodução Brasil-França. Em 2008, Maré foi selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. Seu novo longa-metragem de ficção, A memória que me contam, foi filmado na cidade de Paulínia nos meses de maio e junho de 2011.